O IGP-M, indicador utilizado como referência para o reajuste de contratos de aluguel, fechou o mês de março com alta de 0,52%. O resultado, divulgado nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), reverte a deflação de 0,73% registrada em fevereiro, impulsionado pelo cenário geopolítico internacional e pela alta em produtos básicos.
No atacado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que compõe 60% do indicador, subiu 0,61%. A pressão veio de itens como ovos, com alta de 16,95%, e feijão, que encareceu 20,91%. Segundo economistas do Ibre/FGV, o agravamento dos conflitos no Oriente Médio começou a impactar os derivados de petróleo, que subiram 1,16% no mês.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação para as famílias, registrou avanço de 0,30% em março. O principal impacto no orçamento doméstico foi o preço da gasolina, que subiu 1,12%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve variação de 0,36% no período.
Apesar da alta mensal, o acumulado de 12 meses do IGP-M permanece negativo em 1,83%. O índice é usado para atualizar contratos imobiliários e tarifas públicas, mas o recuo anual não garante redução automática nos aluguéis, já que muitos contratos preveem reajuste apenas em caso de variação positiva do indicador.
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Fonte: News Rondônia