A taxa média de juros cobrada pelos bancos das famílias brasileiras registrou alta em fevereiro, impulsionada principalmente pelo custo do cartão de crédito rotativo. Segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, 30 de março, a taxa para pessoas físicas subiu 1 ponto percentual no mês, alcançando 62% ao ano.
O cartão de crédito rotativo, modalidade acionada quando o consumidor não quita o valor total da fatura, saltou 11,4 pontos percentuais em fevereiro. Com esse avanço, a taxa chegou a 435,9% ao ano, mantendo-se como uma das mais elevadas do mercado financeiro, apesar das medidas de limitação em vigor desde 2024.
O cenário reflete o ciclo de elevação da taxa Selic, que atualmente está em 14,75% ao ano. Embora o Comitê de Política Monetária (Copom) tenha reduzido a taxa básica em 0,25 ponto percentual na última reunião, o impacto das altas anteriores ainda repercute no crédito livre, onde as instituições têm autonomia para definir os juros.
Para as empresas, o comportamento foi oposto, com recuo de 0,1 ponto percentual nas novas contratações, fixando a média em 24,9% ao ano. O destaque positivo foi o capital de giro de curto prazo, que apresentou redução mensal de 3,1 pontos percentuais, fechando o período em 22,5%.
A inadimplência, que considera atrasos superiores a 90 dias, também apresentou crescimento, atingindo 4,3% em fevereiro. O endividamento das famílias brasileiras permanece em patamar elevado, comprometendo cerca de 29,3% da renda mensal com o pagamento de dívidas, conforme os dados mais recentes apurados pelo BC.
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Fonte: News Rondônia