A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, subiu de 4,17% para 4,31% em 2026. Os dados constam no Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 30 de março, e mostram que o indicador se aproxima do teto da meta estabelecida pelo governo, que é de 4,5%.
As tensões geopolíticas no Oriente Médio têm pressionado as expectativas dos analistas, influenciando diretamente as projeções para os próximos anos. Para 2027, a estimativa de inflação também sofreu ajuste, passando de 3,8% para 3,84%, enquanto as projeções para 2028 e 2029 permanecem em trajetória de convergência gradual para o centro da meta.
Em relação à atividade econômica, o mercado elevou discretamente a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, de 1,84% para 1,85%. O resultado segue um histórico de crescimento constante da economia brasileira, que registrou expansão de 2,3% em 2025, impulsionada pelo setor agropecuário e pelo desempenho positivo em todas as áreas produtivas.
No campo monetário, a taxa Selic encerrou a última reunião do Copom com um corte de 0,25 ponto percentual, fixando-se em 14,75% ao ano. Os analistas mantêm a previsão de que a taxa básica de juros termine 2026 em 12,5%, embora o Banco Central não descarte interromper o ciclo de queda caso o cenário externo continue gerando incertezas sobre os preços domésticos.
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Fonte: News Rondônia