O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, marcou para o dia 8 de abril o julgamento que definirá como será escolhido o novo governador do Rio de Janeiro para o mandato-tampão até o fim de 2026. O plenário precisará pacificar o conflito jurídico gerado pela renúncia de Cláudio Castro, ocorrida na última semana. O debate central divide-se entre a realização de uma eleição indireta, feita pela Assembleia Legislativa (Alerj), ou uma eleição direta, em que a população fluminense voltaria às urnas.
A crise sucessória aprofundou-se após o ministro Cristiano Zanin suspender, em decisão liminar, a eleição indireta que estava prevista. Zanin atendeu a um pedido do PSD, que defende o voto popular, e nomeou o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, como governador interino. O ministro argumentou que a renúncia de Castro, seguida de sua condenação à inelegibilidade pelo TSE, levanta suspeitas de tentativa de burla à Justiça Eleitoral.
Vacância e reviravoltas na linha sucessória
O vácuo no poder do estado é resultado de uma série de impedimentos na linha sucessória tradicional. O vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas, e o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi declarado inelegível pelo TSE junto com Cláudio Castro por abuso de poder político em 2022. Sem as figuras imediatas para assumir o Palácio Guanabara, a Alerj tentou eleger uma nova mesa diretora, mas a votação foi anulada pela Justiça estadual.
A situação política no Rio permanece instável também devido à retotalização de votos para deputado estadual, marcada pelo TRE-RJ para esta terça-feira (31). A recontagem pode alterar a composição da Alerj, impactando diretamente qualquer eventual eleição indireta. Em Porto Velho, juristas destacam que o desfecho no Rio servirá de precedente importante para a segurança jurídica em casos de dupla vacância no Executivo estadual em anos eleitorais.
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Fonte: News Rondônia