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TRT-14 alerta para sinais da violência contra a mulher

O TRT-14 promoveu um evento aberto ao público para alertar sobre os sinais silenciosos da violência contra a mulher, reforçando a importância da informação, do acolhimento e da atuação da rede de proteção para salvar vidas.
Realizada em Porto Velho, a iniciativa reuniu especialistas, autoridades e a comunidade em um momento de escuta e orientação. A ação teve como foco conscientizar homens e mulheres sobre como identificar situações de abuso e buscar ajuda de forma segura.
Prevenção e informação como ferramentas de proteção
A abertura foi conduzida pelo presidente do tribunal, desembargador Ilson Alves Pequeno Junior, que destacou o papel do programa “Um Sinal, Uma Vida” na prevenção da violência doméstica. A iniciativa atua com ações educativas, apoio às vítimas e fortalecimento de parcerias institucionais.

Durante o evento, também foi apresentada a campanha “A Violência Não Espera”, que reforça a urgência do enfrentamento ao problema e a necessidade de ação imediata diante de qualquer sinal de abuso.
Segundo o magistrado, o compromisso institucional vai além do acolhimento. “É preciso agir de forma preventiva, capacitando a rede de atendimento e ampliando a segurança, inclusive no ambiente digital”, afirmou.
Sinais silenciosos e violência psicológica
A palestra foi conduzida pela delegada da Polícia Civil de Rondônia e psicóloga Adriana Parente, que abordou o conceito de violência doméstica previsto na Lei Maria da Penha. A legislação define como violência qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause sofrimento físico, psicológico, sexual, moral ou patrimonial.
Com uma abordagem sensível, a especialista destacou fatores que dificultam o rompimento de relações abusivas, como medo, vergonha e dependência emocional. Segundo ela, muitos agressores mantêm uma imagem social positiva, o que dificulta o reconhecimento da violência.

Um dos pontos centrais foi o gaslighting, forma de violência psicológica marcada pela manipulação constante da vítima. Esse tipo de abuso leva a pessoa a duvidar de si mesma, enfraquecendo sua capacidade de reagir.
Caminhos para romper o ciclo de violência
Durante a palestra, foram apresentados sinais de alerta, como isolamento, insegurança, necessidade de aprovação e medo da solidão. Esses fatores podem manter a vítima presa à relação abusiva por longos períodos.
A delegada reforçou que o primeiro passo é reconhecer os padrões de abuso. A partir disso, é essencial buscar apoio, restabelecer a confiança pessoal e investir na autonomia emocional e financeira.
Outro ponto importante foi a desconstrução de mitos, como a ideia de que a violência ocorre apenas em determinados contextos sociais. Segundo a especialista, esse tipo de visão dificulta o acolhimento e contribui para a continuidade da violência.
Rede de apoio é fundamental
O evento reforçou que o enfrentamento da violência contra a mulher depende de uma rede de apoio ativa e humanizada. Instituições públicas, serviços de saúde, familiares e amigos têm papel essencial no acolhimento e na proteção das vítimas.
Ao final, o público participou com perguntas e relatos, ampliando o debate e fortalecendo a conscientização coletiva sobre o tema.
A iniciativa reafirma o compromisso do TRT-14 com a promoção dos direitos humanos e o combate à violência de gênero, destacando que a informação é uma das principais ferramentas para transformar realidades.
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Fonte: News Rondônia

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