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Ministro Cristiano Zanin suspende eleição indireta para o governo do Rio

O cenário político do Rio de Janeiro sofreu uma nova reviravolta na noite desta sexta-feira (27). O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a eleição indireta que definiria o governador-tampão do estado até o fim de 2026. A decisão atende a uma reclamação do Partido Social Democrático (PSD), legenda do ex-prefeito Eduardo Paes, que argumenta que a escolha do novo governante deve ser feita pelo voto direto da população, respeitando a soberania popular.
Zanin fundamentou sua decisão na tese de que a renúncia de Cláudio Castro, ocorrida na última segunda-feira (23), configurou uma tentativa de burlar a Justiça Eleitoral. O ministro destacou que o sufrágio universal é um pilar constitucional e que a exclusão do eleitor nesse processo residual fere a segurança jurídica. Com a suspensão, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, assume interinamente o comando do Palácio Guanabara.
Entenda o vácuo de poder e a linha sucessória
A crise institucional no Rio se agravou pela ausência de figuras na linha de sucessão direta. Desde a renúncia do vice-governador Thiago Pampolha em 2025, o cargo estava vago. O substituto imediato seria o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, que foi afastado e preso pela Polícia Federal por supostos vínculos com o crime organizado. Sem um vice e com o legislativo sob comando interino, o estado mergulhou em um impasse jurídico sobre como realizar o novo pleito.
O julgamento que cassou Cláudio Castro no TSE por abuso de poder político também determinou a retotalização dos votos de 2022, o que pode alterar a composição da Alerj. O ministro Zanin solicitou que o caso seja levado ao plenário presencial do STF para uma análise “verticalizada”. Até que os ministros decidam se a eleição será direta (pelo povo) ou indireta (pelos deputados), o Rio de Janeiro segue sob gestão temporária do Judiciário, aguardando a retotalização dos votos marcada para terça-feira (31).
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Fonte: News Rondônia

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