A guerra no Oriente Médio entrou em uma fase de desgaste inesperado para Israel e Estados Unidos. No 28º dia de conflito, a resistência do Hezbollah no sul do Líbano e a pressão de milícias xiitas no Iraque criaram um cenário de “vantagem estratégica” para o Irã. Especialistas apontam que a reativação da frente libanesa forçou a divisão das tropas israelenses, enquanto o governo iraquiano endureceu o tom contra Washington após ataques a bases locais, autorizando o direito de autodefesa de grupos pró-Irã.
No Líbano, o Hezbollah afirma ter realizado mais de 100 operações militares apenas nas últimas 24 horas. O grupo alega a destruição de dezenas de tanques Merkava, utilizando drones FPV (visão em primeira pessoa), que atacam pontos vulneráveis dos blindados. Essa tática tem impedido o avanço terrestre de Israel até o Rio Litani, gerando um estresse contínuo no sistema de defesa aérea israelense, que agora precisa selecionar quais alvos interceptar devido ao volume massivo de disparos coordenados.
Impasse militar e resiliência iraniana
A situação no Iraque também se agravou com ataques de drones e mísseis contra a embaixada dos EUA em Bagdá, levando a representação diplomática a emitir alertas máximos de segurança. Para analistas internacionais, a capacidade do Irã de manter ofensivas diárias, mesmo sob bombardeios constantes, revela uma infraestrutura subterrânea altamente sofisticada. Os lançamentos de mísseis a partir de túneis dificultam a reação imediata das forças aeroespaciais norte-americanas e israelenses.
Apesar da censura militar em Tel Aviv, estima-se que, embora 90% dos projéteis sejam interceptados, os 10% que ultrapassam o “Domo de Ferro” atingem alvos estratégicos. O impasse forçou uma mudança de postura política, com pressões internacionais por acordos rápidos para evitar uma escalada terrestre ainda mais sangrenta. Para o Brasil, a instabilidade nessas frentes mantém o alerta sobre o preço das commodities e a segurança de brasileiros residentes na região do conflito.
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Fonte: News Rondônia