O cenário de guerra no Oriente Médio atingiu um novo nível de gravidade nesta sexta-feira (27), com ataques aéreos coordenados por Israel e Estados Unidos contra alvos estratégicos em solo iraniano. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que bombardeios atingiram duas das maiores siderúrgicas do país, uma central elétrica e complexos nucleares civis. Em resposta imediata, a Guarda Revolucionária emitiu um alerta para a evacuação de instalações industriais ligadas aos países ocidentais na região, sinalizando uma retaliação iminente.
Um dos pontos centrais da ofensiva foi a unidade de processamento de urânio em Ardakan, na província de Yazd. O Exército de Israel assumiu a autoria da operação, justificando que a instalação era a única do tipo utilizada para o enriquecimento de urânio e que não permitirá o avanço de armas nucleares iranianas. A Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) confirmou ter sido notificada pelo Irã sobre o ataque em Ardakan, mas ressaltou que, até o momento, não foram registrados aumentos nos níveis de radiação fora da central.
Impacto humanitário e bloqueios estratégicos
Além dos alvos nucleares, o complexo de água pesada em Khondab e polos siderúrgicos em Isfahan e no Cuzistão sofreram danos severos. O conflito, iniciado em 28 de fevereiro, já acumula números trágicos: organizações não governamentais estimam que o total de mortos no Irã passe de 3,3 mil, sendo quase metade composta por civis. A ofensiva justifica-se, segundo Washington e Tel Aviv, pela falta de acordo nas negociações nucleares, enquanto Teerã sustenta que seu programa possui fins estritamente pacíficos.
A escalada militar mantém o mercado global de energia sob extrema pressão, já que o Irã mantém fechado o acesso ao Estreito de Ormuz como forma de represália. Ataques contra bases norte-americanas e infraestruturas em países vizinhos, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, têm sido frequentes desde o início das hostilidades. Para o Brasil, os desdobramentos dessa crise refletem diretamente na volatilidade dos preços dos combustíveis e na disponibilidade de insumos agrícolas, exigindo monitoramento constante das autoridades diplomáticas e econômicas.
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Fonte: News Rondônia