Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, reunidos em Cernay-la-Ville, na França, emitiram um apelo conjunto nesta sexta-feira (27) pelo fim imediato dos ataques contra populações e infraestruturas civis no Oriente Médio. O comunicado destaca a “necessidade absoluta” de restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, ponto nevrálgico para o escoamento de energia global, atualmente bloqueado em meio ao conflito iniciado em fevereiro pela coalizão liderada por Estados Unidos e Israel.
O ministro francês Jean-Noël Barrot, que preside o bloco, enfatizou que a comunidade internacional não aceitará o fechamento de águas internacionais ao tráfego marítimo. No entanto, os bastidores da reunião revelaram fissuras na aliança ocidental. Enquanto o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, tentava angariar apoio para a estratégia ofensiva de Washington, aliados como França, Alemanha e Reino Unido reforçaram uma postura estritamente defensiva, privilegiando a via diplomática como única saída para a crise.
Divergências estratégicas e impacto nos mercados
A tensão entre os membros da Otan e o governo de Donald Trump ficou explícita após críticas do presidente dos EUA, que acusou os aliados de ignorarem pedidos de auxílio militar. A ministra das Forças Armadas da França, Catherine Vautrin, declarou categoricamente que a guerra “não é da Europa”. Na mesma linha, o Reino Unido diferenciou seu apoio a ações defensivas das operações ofensivas em curso. A Alemanha, por sua vez, sinalizou disponibilidade para atuar na segurança da navegação apenas após a cessação das hostilidades.
Quase um mês após o início da ofensiva de larga escala contra o Irã, a instabilidade nos mercados de petróleo e gás natural continua a preocupar as potências mundiais. O bloqueio de Ormuz pelo governo iraniano, em resposta aos ataques em seu território, gerou uma incerteza econômica que pressiona o G7 a buscar um consenso que evite um colapso energético. A diplomacia internacional agora volta seus olhos para uma possível reunião entre o bloco e o Conselho de Cooperação do Golfo para tentar mediar o entendimento.
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Fonte: News Rondônia