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Ibaneis Rocha solicita R$ 4 bilhões ao FGC para socorro financeiro ao BRB

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, formalizou nesta sexta-feira (27) um pedido de socorro financeiro de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O objetivo central da operação é injetar capital no Banco de Brasília (BRB), que enfrenta uma crise de liquidez e indicadores de solidez pressionados. A proposta prevê uma carência de 18 meses e pagamentos semestrais, com taxas baseadas no CDI acrescido de um spread ainda em negociação entre o Palácio do Buriti e o fundo.
A necessidade do aporte surge em um momento de fragilidade fiscal do Distrito Federal, que encerrou o ano de 2025 com um déficit de aproximadamente R$ 1 bilhão. Sem capacidade de obter garantias junto ao Tesouro Nacional, o governo local recorreu ao FGC oferecendo ativos de peso como contragarantia. Entre os bens listados estão participações acionárias na Caesb (saneamento) e na CEB (energia), além de nove imóveis públicos, embora parte desses terrenos, como a Serrinha do Paranoá, sofra restrições judiciais.
Crise dos créditos podres e o Índice de Basileia
O BRB vive uma situação crítica devido à exposição a ativos problemáticos. Investigações apontam que a instituição adquiriu cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos com indícios de irregularidades junto ao Banco Master. Atualmente, o banco precisa provisionar R$ 8,8 bilhões para cobrir possíveis calotes, mas auditorias independentes estimam que o rombo pode chegar a R$ 13,3 bilhões. Essa instabilidade dificulta a divulgação do balanço financeiro de 2025 e ameaça o Índice de Basileia, indicador essencial que mede a solvência de um banco perante o Banco Central.
A operação é considerada vital para que o BRB continue apoiando políticas públicas e financiando infraestrutura e habitação no DF. No entanto, a liberação dos R$ 4 bilhões depende de uma análise rigorosa de risco por parte do FGC, que avaliará a consistência das garantias oferecidas e a capacidade de pagamento do governo. O Banco Central tem demonstrado resistência em prorrogar prazos para a entrega dos resultados financeiros da instituição, aumentando a pressão sobre a gestão de Ibaneis Rocha para uma solução imediata.
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Fonte: News Rondônia

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