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Agro brasileiro usará Turquia como rota alternativa para exportações

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou, nesta quinta-feira (26), um acordo estratégico com a Turquia para viabilizar uma nova rota de escoamento para o agronegócio brasileiro. A iniciativa surge como resposta imediata ao fechamento do Estreito de Ormuz, ponto vital do comércio global que foi paralisado pelos conflitos na região. Com o novo arranjo, a infraestrutura portuária turca passa a servir como entreposto para os produtos nacionais, permitindo que as cargas sigam para o Oriente Médio e Ásia Central sem a necessidade de atravessar o Golfo Pérsico.
A viabilização dessa rota exigiu uma negociação diplomática intensa, resultando na criação de um Certificado Veterinário Sanitário específico. O documento atende às exigências rígidas da Turquia para produtos de origem animal, permitindo que as mercadorias brasileiras transitem ou fiquem armazenadas temporariamente em território turco até o embarque final. Segundo o governo, a medida traz a previsibilidade necessária para um setor que enfrenta instabilidades severas nas rotas marítimas tradicionais desde o início do ano.
Impacto logístico e a crise dos fertilizantes
O Estreito de Ormuz é o principal canal de ligação entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico, sendo essencial não apenas para a saída de carne e grãos, mas também para a entrada de insumos no Brasil. O agronegócio brasileiro possui uma dependência crítica de fertilizantes importados, e estima-se que até 30% da oferta global desses produtos passem pela zona de conflito. A interrupção prolongada da via original poderia pressionar os custos de produção e comprometer a produtividade das próximas safras em estados como Rondônia e Mato Grosso.
Embora a rota pela Turquia já fosse utilizada de forma secundária, sua elevação ao status de via principal garante flexibilidade aos exportadores em um momento de “choque de oferta”. O Ministério da Agricultura reforçou que o foco atual é manter o comércio em funcionamento para evitar que a crise internacional se transforme em desabastecimento doméstico. A expectativa é que, com a segurança jurídica do novo certificado sanitário, o fluxo de exportações se normalize, minimizando os prejuízos logísticos acumulados nas últimas quatro semanas de guerra.
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Fonte: News Rondônia

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