O documentário Seringal: Outras Margens propõe um mergulho sensível na história de mulheres que viveram durante o ciclo da borracha na Amazônia, com destaque para Rondônia. A obra utiliza uma abordagem docuficcional para resgatar memórias silenciadas e revelar trajetórias marcadas por resistência, deslocamento e sobrevivência.
Dirigido por Rafaela Oliveira, o filme percorre paisagens amazônicas ao entrelaçar relatos reais com cenas encenadas, ampliando a compreensão sobre o papel das mulheres no contexto dos seringais. Muitas dessas personagens chegaram à região a partir da década de 1950, influenciadas ainda pelos reflexos da Segunda Guerra Mundial e pela economia da borracha.
Memória, resistência e protagonismo feminino
A produção reúne entrevistas profundas com personagens como Francisca Freire Leão, Aga Maria dos Santos e Margarida Aymara, além de imagens de arquivo e reconstruções ficcionais. O resultado é uma narrativa que transita entre memória e representação, lançando luz sobre vivências historicamente negligenciadas.
Exibições em comunidades e escolas
Além do valor artístico, o documentário cumpre um papel social importante ao ser exibido em comunidades ribeirinhas e escolas de Porto Velho. A proposta é democratizar o acesso ao audiovisual e estimular o debate sobre identidade, pertencimento e história regional.
A iniciativa busca aproximar o público dessas narrativas, especialmente em territórios diretamente ligados ao contexto retratado pelo filme.
Produção regional e incentivo à cultura
A equipe técnica reúne profissionais do audiovisual rondoniense, com destaque para Leandro Marques na direção de fotografia, câmera, iluminação e som, além de Anderson Benvindo, responsável pela trilha sonora e mixagem.
A pós-produção ficou sob responsabilidade de Rafael Rogante, enquanto nomes como Emily Lamarão, Artur Nestor e João Leão atuam na produção. A direção de arte é assinada por Osmar Scarpatti, e Fabiano Barros contribui no design de produção e assistência de direção.
O projeto foi selecionado pelo edital da SEJUCEL, por meio da Lei Paulo Gustavo, reforçando a importância das políticas públicas no fortalecimento da produção independente e na valorização da memória cultural brasileira.
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Fonte: News Rondônia