O Banco Central (BC) anunciou, nesta terça-feira (24), a implementação de novos mecanismos de segurança para a Conta Pagamentos Instantâneos (Conta PI), utilizada por bancos para liquidar transações em tempo real. As atualizações conferem às instituições financeiras maior poder de reação diante de suspeitas de fraude ou invasões cibernéticas. O anúncio surge estrategicamente 48 horas após um incidente de segurança que resultou no desvio de aproximadamente R$ 100 milhões do Banco BTG Pactual, embora a autoridade monetária negue relação direta, classificando as mudanças como parte do cronograma de modernização da Agenda BC.
A Conta PI é o pilar fundamental que sustenta o ecossistema de pagamentos instantâneos no Brasil, funcionando como uma reserva mantida pelas instituições junto ao BC para garantir que as transferências dos clientes sejam liquidadas imediatamente. Com as novas regras, o monitoramento dessas contas deixa de ser apenas consultivo e passa a contar com barreiras operacionais rígidas, focadas em mitigar riscos sistêmicos e proteger o patrimônio das entidades participantes do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI).
Bloqueio automático e “piso de segurança”
Entre as principais inovações apresentadas, destaca-se a criação do limite mínimo de saldo operacional. Essa ferramenta funciona como um “piso de segurança” configurável pela própria instituição: caso o saldo atinja o valor estipulado, novas transações são bloqueadas eletronicamente de forma automática. O desbloqueio exigirá uma intervenção manual da equipe de segurança do banco, impedindo que falhas técnicas ou ações maliciosas de larga escala drenem os recursos da conta em poucos segundos.
Além do bloqueio, o Banco Central disponibilizou um canal alternativo para consulta de extratos. A medida visa garantir que os gestores financeiros consigam acompanhar as movimentações em tempo real, mesmo se houver queda de conectividade ou indisponibilidade nos canais principais da rede do sistema financeiro. Essas funcionalidades somam-se a ferramentas já existentes, como alertas de risco e monitoramento persistente, reforçando a confiança na infraestrutura de pagamentos que processa milhões de transações diárias no país.
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Fonte: News Rondônia