O Brasil oficializou a ampliação de sua rede de proteção ambiental com o acréscimo de 148 mil hectares em biomas estratégicos. O anúncio, realizado durante a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, contempla a criação de uma nova Unidade de Conservação (UC) no Cerrado mineiro e a expansão de áreas já existentes no Pantanal mato-grossense. Sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), as medidas visam fortalecer a resiliência climática e proteger ciclos ecológicos vitais, como o pulso de inundação do Pantanal.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que as decisões foram baseadas em evidências técnicas e na escuta de comunidades tradicionais. No Pantanal, a ampliação da Estação Ecológica do Taiamã e do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense garante território para a viabilidade genética de espécies como a onça-pintada e protege berçários naturais de peixes. Já no Cerrado, a nova reserva foca na conservação de nascentes e no reconhecimento dos direitos territoriais das comunidades geraizeiras.
Detalhes das Áreas Protegidas e Impacto Ecológico
As mudanças alteram significativamente a abrangência de três importantes unidades. A Estação Ecológica do Taiamã, em Cáceres (MT), saltou de 11,5 mil para 68,5 mil hectares, protegendo ambientes aquáticos onde pesquisadores descobriram onças com o hábito raro de pescar. O Parque Nacional do Pantanal também foi expandido, passando a cobrir 183,1 mil hectares, assegurando a sobrevivência de animais ameaçados, como o cervo-do-pantanal, a ariranha e o tatu-canastra.
Em Minas Gerais, a criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas, com 40,8 mil hectares, conecta áreas de conservação e protege o modo de vida dos geraizeiros. Localizada em uma região de transição entre o Cerrado e a Caatinga, a reserva é essencial para o sequestro de carbono e a regulação climática. Segundo o ICMBio, cada nova área protegida fortalece o enfrentamento ao aquecimento global e assegura a purificação da água para as populações locais.
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Fonte: News Rondônia