O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu oficialmente os debates da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15) nesta segunda-feira (23), em Campo Grande (MS). Durante a Cúpula de Líderes, o governo brasileiro formalizou a criação e ampliação de três unidades de conservação, somando mais de 174 mil hectares de áreas protegidas. Entre os atos assinados estão a criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales (MG) e a expansão do Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense e da Estação Ecológica de Taiamã (MT).
A estratégia brasileira para a COP15 foca em três pilares diplomáticos: a mobilização de recursos financeiros internacionais para países em desenvolvimento, o reforço do princípio de “responsabilidades comuns, porém diferenciadas” e a universalização da Declaração do Pantanal. Este documento propõe uma rede de cooperação global para a proteção de rotas migratórias, essenciais para a sobrevivência de espécies que cruzam fronteiras nacionais e dependem da integridade de biomas como o Pantanal.
Em seu discurso, Lula vinculou a conservação da biodiversidade à estabilidade geopolítica, criticando o avanço de medidas unilaterais e discursos de ódio. O presidente reforçou o compromisso do Brasil com as metas da Convenção sobre Diversidade Biológica, que prevê a proteção de 30% das áreas terrestres e oceânicas até 2030. Para o governo, a prosperidade da América Latina está intrinsecamente ligada à capacidade do bloco de atuar conjuntamente na preservação de seus recursos naturais frente às mudanças climáticas.
A escolha de Campo Grande como sede da COP15 ressalta a importância do Pantanal como santuário de biodiversidade e ponto de parada crítico para aves e mamíferos migratórios. O evento ocorre em um momento em que o Brasil busca consolidar sua liderança ambiental no cenário internacional, antecedendo outras discussões globais sobre clima e desertificação. A expectativa é que, ao longo da semana, novos acordos multilaterais sejam firmados para garantir que as rotas migratórias não sejam interrompidas por barreiras físicas ou degradação ambiental.
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Fonte: News Rondônia

