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Otan não confirma ataque do Irã à base militar de Diego Garcia no Índico

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, declarou nesta segunda-feira (23) que ainda não é possível confirmar se a base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico, foi alvo de mísseis balísticos intercontinentais lançados pelo Irã no último sábado (21). Em entrevista à CBS News, Rutte afirmou que a aliança militar está avaliando as evidências, destacando que, se confirmada, a ação demonstraria uma capacidade bélica iraniana superior à que se conhece oficialmente, aproximando o alcance de Teerã das principais capitais europeias.
O governo do Irã negou veementemente o ataque à base, que fica a mais de 3 mil quilômetros de seu território. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Esmaeil Baqaei, classificou a notícia como uma “falsa bandeira” orquestrada para incriminar o país e arrastar potências europeias para o conflito. Teerã sustenta que seus mísseis possuem alcance máximo de 2 mil quilômetros, insuficiente para atingir a ilha de Diego Garcia, um ponto estratégico de apoio logístico para operações dos Estados Unidos e Reino Unido na região.
Divergência sobre Capacidade Balística
A discussão sobre o real poder de fogo do Irã é o ponto central da atual crise diplomática. Enquanto o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, afirma que quase toda a Europa está ao alcance de Teerã e que o país mentiu sobre sua capacidade balística, as autoridades iranianas reforçam que o direito à autodefesa será exercido caso as agressões contra seu território persistam.
O impasse continua enquanto fontes militares não identificadas dos Estados Unidos sugerem que os projéteis foram de fato lançados, mas não atingiram as instalações da base. O governo britânico, liderado pelo primeiro-ministro Keir Starmer, mantém o apoio logístico às operações americanas na região, enquanto o mundo aguarda os resultados das investigações da Otan que podem confirmar se o Irã já possui, ou não, tecnologia para ataques intercontinentais.
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Fonte: News Rondônia

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