O mercado financeiro revisou para cima a expectativa de inflação oficial para o Brasil em 2026. Segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (23), a previsão para o IPCA passou de 4,1% para 4,17%. Esta é a segunda semana consecutiva de alta no indicador, impulsionada pela escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que pressiona os preços globais de energia e combustíveis. Apesar do aumento, a estimativa permanece dentro do intervalo de tolerância da meta (entre 1,5% e 4,5%).
Em resposta ao cenário de incertezas, os analistas também elevaram a projeção para a Taxa Selic ao final de 2026, de 12,25% para 12,5% ao ano. Na última reunião do Copom, o Banco Central optou por um corte cauteloso de apenas 0,25 ponto percentual, fixando os juros básicos em 14,75%. O comunicado do BC sugeriu que o ciclo de quedas pode ser revisto ou interrompido caso a volatilidade internacional continue a ameaçar a estabilidade dos preços internos.
Crescimento Econômico e Câmbio
No campo da atividade econômica, o mercado demonstrou um otimismo moderado:
PIB 2026: A estimativa de crescimento subiu de 1,83% para 1,84%.
Dólar: A previsão para a moeda norte-americana ao fim do ano é de R$ 5,40, refletindo a busca por ativos de segurança devido às tensões geopolíticas.
Histórico: O PIB de 2025 fechou com alta de 2,3%, marcando o quinto ano consecutivo de expansão da economia brasileira, com forte desempenho do setor agropecuário.
O Boletim Focus serve como um termômetro das expectativas das principais instituições financeiras e orienta as decisões de investimento e política monetária no país. O aumento na Selic projetada indica que o crédito pode permanecer mais caro por mais tempo do que o esperado inicialmente, como estratégia para conter o consumo e evitar que a inflação escape do controle diante do barril de petróleo a US$ 120 e das ameaças de bloqueio no Estreito de Ormuz.
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Fonte: News Rondônia

