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POESIA: Como são belos os Lírios do Vale!

Como são belos os Lírios do Vale!

​No campo verde se estende,
Um tapete de esplendor,
Onde a brisa mansa entende,
O perfume do Criador,
Cada pétala que ascende,
É um hino de louvor.
​Não trabalham, nem fiam,
No balanço do lugar,
Mas as cores que lhes guiam,
Ninguém pode comparar,
Pois as vestes que confiam,
Deus se apraz em entregar.
​Nem Salomão em sua glória,
Com tamanha ostentação,
Teve em toda a sua história,
Essa nobre perfeição,
Que guardada na memória,
Traz paz ao coração.
​Se a erva que hoje existe,
E amanhã se vai no fogaréu,
Deus de luz e cor reveste,
Sob o manto azul do céu,
Por que andas alma triste,
Sob o peso de um véu?
​Olhai, pois, com paciência,
Para o lírio em sua flor,
É a prova da providência,
Do divino e eterno Amor,
Que sustenta a existência,
Afastando toda a dor.
​Não vos inquieteis agora,
Com o que haveis de vestir,
Pois a luz da nova aurora,
Faz a vida reflorir,
Quem o campo bem decora,
Sabe o modo de nutrir.
​A beleza é tão singela,
Nesse branco de cetim,
Faz da terra uma janela,
De um eterno e bom jardim,
Toda alma se faz bela,
Ao confiar no Pai assim.
​Entre os espinhos que cercam,
Onde o mundo quer ferir,
Lírios puros não se percam,
Pois nasceram pra sorrir,
E que as mãos do Eterno Deus,
Os meçam no que está para vir.
​É lição de confiança,
Que o Mestre nos deixou,
Renovando a esperança,
Que no peito despertou,
Como o riso da criança,
Que a fé encontrou.
​Lírios brancos, mensageiros,
De um cuidado sem medida,
Pelos montes e outeiros,
Exalando a própria vida,
Nos caminhos verdadeiros,
Desta alma redimida.
Moiseis Oliveira da Paixão


Fonte: Tribuna Popular

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