O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou sua passagem por São Bernardo do Campo (SP), nesta quinta-feira (19), para reafirmar a importância estratégica dos recursos minerais brasileiros. Durante solenidade na Universidade Federal do ABC (UFABC), Lula defendeu que as jazidas de terras raras e minerais críticos sejam utilizadas como ferramentas de “recuperação da cidadania” para os povos sul-americanos. O pronunciamento foi uma resposta direta ao interesse demonstrado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na exploração desses recursos. Lula comparou a pressão estrangeira atual à exploração colonial histórica, defendendo que o Brasil deve processar essas riquezas internamente em vez de apenas “deixar os buracos”.
A agenda oficial foi motivada pela entrega do título de Doutor Honoris Causa (in memoriam) a Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai falecido em maio de 2025. A honraria, a mais alta distinção acadêmica, foi recebida pela viúva de Mujica e ex-vice-presidente uruguaia, Lucía Topolansky. Em um discurso emocionado, Lula chamou o amigo de “irmão” e “ser humano especial”, destacando que a trajetória de Mujica deve servir de inspiração ética para a juventude e para a integração regional do continente.
Minérios e Geopolítica
O foco de Lula na soberania mineral ocorre em um momento de transição energética global, onde as terras raras são fundamentais para a fabricação de tecnologias de alta performance e baterias. O presidente criticou a visão de que líderes externos poderiam resolver os problemas da região, enfatizando que a integridade territorial e a elevação do padrão de vida local dependem de decisões soberanas dos próprios países latinos. O evento contou ainda com a participação virtual do atual presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, que celebrou o legado de Mujica.
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Fonte: News Rondônia

