Em uma assembleia decisiva realizada na noite desta quinta-feira (19), lideranças dos caminhoneiros optaram por não deflagrar a greve nacional que ameaçava travar o transporte de mercadorias no Brasil. O movimento, motivado pela alta de 20% no diesel em apenas três semanas devido ao conflito no Oriente Médio, deu um “voto de confiança” ao Governo Federal após intensas negociações. Uma nova reunião entre a categoria e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, está agendada para o próximo dia 25 de março.
Em entrevista nesta sexta-feira (20), Boulos destacou que o diálogo tem sido “insistente e respeitoso” e que a edição da MP 1.343/2026 que endurece a fiscalização do piso mínimo do frete foi fundamental para acalmar os ânimos. Segundo o ministro, a medida garante que o caminhoneiro não absorva sozinho os custos da alta do combustível, transferindo a responsabilidade do cumprimento do piso para os contratantes sob pena de multas pesadas.
Ataque à Especulação e Embate com Governadores
Durante a declaração, o ministro subiu o tom contra o que chamou de “especulação de malandro” no setor de combustíveis. Segundo ele, o reajuste da Petrobras foi neutralizado pela zeragem do PIS/Cofins feita pelo governo Lula, deixando o preço “no zero a zero”.
Alvo nas Distribuidoras: Boulos citou nominalmente grandes empresas como Ipiranga, Raízen e Vibra (citadas como “Raíssa” e “Fibra”), acusando-as de aumentar preços artificialmente em cima da crise internacional.
Pressão nos Estados: O governo agora direciona a pressão para os governadores de São Paulo (Tarcísio de Freitas), Rio de Janeiro (Cláudio Castro) e Minas Gerais (Romeu Zema). Boulos criticou a recusa desses gestores em zerar o ICMS sobre o óleo diesel para aliviar o setor produtivo.
Próximos Passos: A categoria se reúne novamente no dia 26 de março para avaliar o resultado das conversas com o governo e decidir se mantém a suspensão ou se inicia a paralisação total.
Veja mais notícias
Fonte: News Rondônia

