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Copom decide rumo da Selic sob sombra da guerra no Oriente Médio

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central define, no início da noite desta quarta-feira, 18, o novo patamar da taxa básica de juros da economia brasileira. O encontro ocorre em um cenário de alta volatilidade internacional: o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã pressiona os preços do petróleo, gerando incertezas sobre a inflação doméstica e alterando as projeções que, até janeiro, apontavam para uma redução mais agressiva da Selic.
A expectativa majoritária dos analistas, consolidada no último boletim Focus, é de um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,75% ao ano. Antes do agravamento das tensões no Estreito de Ormuz, a aposta era de uma queda de 0,5 p.p. O Copom enfrenta ainda um desafio institucional, operando com dois diretores a menos após o fim dos mandatos de Renato Gomes e Paulo Pichetti, cujos substitutos ainda aguardam indicação da presidência da República.
Inflação e Meta Contínua
Embora o IPCA-15 tenha mostrado desaceleração em 12 meses (3,81%), as projeções para o fechamento de 2026 subiram para 4,1%. Este é o segundo ano de vigência do sistema de meta contínua, onde o Banco Central precisa perseguir o alvo de 3% (com teto de 4,5%) em janelas móveis de 12 meses, não mais apenas no ano civil. O impacto da guerra no preço dos combustíveis é o principal fator de risco que pode forçar o BC a manter os juros altos por mais tempo para conter o consumo.
O Papel da Selic na Economia
A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação.
Juros Altos: Encarecem o crédito, estimulam a poupança e freiam a demanda, ajudando a baixar os preços, mas dificultando o crescimento do PIB.
Juros Baixos: Barateiam empréstimos e financiamentos, estimulando a produção e o consumo, o que impulsiona a atividade econômica.
A decisão final será divulgada por volta das 18h30 e servirá como bússola para investimentos e custos de crédito em todo o país.
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Fonte: News Rondônia

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