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Prêmio Finep de Inovação destaca regionalização e projetos de soberania nacional

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), realizou na última terça-feira, 17, em Brasília, a cerimônia do Prêmio Finep de Inovação 2025. O evento marcou a retomada da premiação após dez anos e destacou 40 projetos que receberam investimentos públicos nos últimos dois anos. A seleção dos vencedores reforça a estratégia de descentralizar os recursos de fomento, alcançando desde universidades públicas federais até empresas privadas em todo o território nacional.
A ministra Luciana Santos destacou que o prêmio está diretamente ligado às missões da “Nova Indústria Brasil”, abrangendo setores como bioeconomia, saúde e descarbonização. Segundo a ministra, os projetos premiados colocam a ciência e a tecnologia como pilares para a construção de um país mais soberano e socialmente justo. Entre os dez vencedores, selecionados de um universo de 116 propostas, figuram soluções disruptivas como um barco voador adaptado para a Amazônia e tecnologias de satélites nacionais de baixo custo.
Os premiados relatam que o apoio da Finep vai além do aporte financeiro, funcionando como um selo de credibilidade institucional que valida tecnologias complexas no mercado. Projetos como biobancos digitais com inteligência artificial e plataformas de terapia gênica para doenças raras demonstram o alto nível da produção científica nacional. Na categoria de destaque especial, a Universidade Federal de Goiás foi reconhecida por uma plataforma de células-tronco voltada para tratamentos regenerativos em oftalmologia, coordenada por mulheres.
Paralelamente à premiação, a Finep anunciou a abertura de 13 novos editais que somam R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis. A iniciativa faz parte do programa “Finep pelo Brasil”, que pretende realizar 100 eventos em diversos territórios para qualificar parceiros e fomentar a modernização do setor produtivo. Com esses investimentos, a empresa pública busca reduzir desigualdades regionais e aumentar o valor agregado dos produtos brasileiros na cadeia global.
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Fonte: News Rondônia

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