O Ministério da Saúde declarou estado de alerta máximo em todo o território nacional devido ao avanço acelerado do sarampo nas Américas. Dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI) revelam um cenário preocupante: entre 1º de janeiro e 5 de março de 2026, o continente confirmou 7.145 casos, o que representa quase 50% do total registrado em todo o ano passado (14.891 casos). No Brasil, a confirmação de uma bebê de 6 meses infectada em São Paulo, após viagem à Bolívia, disparou protocolos de emergência.
O diretor do PNI, Eder Gatti, ressaltou que o país mantém o certificado de área livre da doença, reconquistado em 2024, mas a vigilância precisa ser rigorosa para evitar a transmissão sustentada. “O cenário internacional nos obriga ao alerta total. Precisamos continuar vacinando e promovendo ações específicas onde a cobertura está baixa”, afirmou. A preocupação aumenta com a proximidade da Copa do Mundo na América do Norte (EUA, México e Canadá), países que hoje lideram o ranking de infecções e devem atrair grande fluxo de turistas brasileiros.
Estratégia de Bloqueio e “Dose Zero”
Para conter o avanço do vírus, o governo adota o bloqueio vacinal imediato diante de qualquer suspeita. A estratégia consiste em:
Identificação e Notificação: Monitoramento de todos que tiveram contato com o doente.
Busca Ativa: Agentes de saúde realizam varreduras de casa em casa no entorno do caso suspeito.
Dose Zero: Bebês de 6 meses a 1 ano em áreas de risco recebem uma dose extra (antecipada), embora ainda precisem cumprir o calendário normal aos 12 e 15 meses.
Desafios da Cobertura Vacinal
A principal fragilidade do Brasil hoje reside na conclusão do esquema vacinal. Em 2025, embora a adesão à primeira dose tenha sido alta (92,5%), a segunda dose essencial para a imunidade duradoura atingiu apenas 77,9%. O Ministério reforça que todas as pessoas até 59 anos sem comprovante de vacinação devem procurar uma unidade de saúde. A meta é blindar não apenas as fronteiras terrestres, mas também os grandes polos turísticos nacionais, como o Pantanal, a Amazônia e o litoral, que recebem milhares de estrangeiros diariamente.
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Fonte: News Rondônia

