O Comitê Olímpico Internacional (COI) está sob forte pressão de entidades globais de defesa dos direitos humanos e do esporte. Em uma declaração conjunta divulgada nesta terça-feira, 17, grupos como a Sport & Rights Alliance (SRA) e a ILGA World pediram que a instituição desista de planos que visam implementar testes genéticos de sexo para todas as atletas mulheres. A medida também incluiria uma proibição geral para competidores transgêneros e intersexuais em eventos femininos.
As supostas recomendações partiram do Grupo de Trabalho de Proteção da Categoria Feminina do COI, cujas conclusões oficiais devem ser apresentadas no primeiro semestre de 2026. Segundo as entidades, tais medidas representariam um retrocesso na igualdade de gênero e uma violação à dignidade e à privacidade de mulheres e meninas no esporte. O COI ainda não confirmou publicamente essas diretrizes, mas o alerta das ONGs baseia-se em informações de fontes internas.
Historicamente, o COI havia interrompido a testagem universal de sexo após os Jogos de Atlanta, em 1996. No entanto, a federação internacional World Athletics já retomou a prática recentemente, utilizando o teste do gene SRY para competidoras em torneios mundiais. Organismos como a ONU Mulheres e a Associação Médica Mundial condenam o procedimento, classificando-o como discriminatório e prejudicial, especialmente para atletas jovens.
As organizações argumentam que o policiamento de gênero ignora as desvantagens estruturais enfrentadas por minorias e contradiz a estrutura de inclusão estabelecida pelo próprio COI em 2021. Para Andrea Florence, diretora executiva da SRA, a imposição desses testes causaria uma “erosão catastrófica” dos direitos das mulheres, transformando o esporte em um ambiente de exclusão em vez de um espaço de pertencimento e justiça.
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Fonte: News Rondônia

