O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inicia nesta terça-feira (17) sua reunião para definir o novo patamar da taxa Selic, com o mercado financeiro projetando um corte de 0,25 ponto percentual. De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (16), a taxa básica deve recuar de 15% para 14,75% ao ano. A previsão de redução foi mais cautelosa do que a esperada na semana anterior (quando se estimava 0,5 ponto), influenciada pelo aumento das expectativas de inflação decorrentes da guerra no Irã e da pressão no preço do petróleo.
Atualmente, a Selic está em seu maior nível desde 2006, sendo o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação dentro da meta. Embora o IPCA acumulado em 12 meses esteja em 3,81%, as projeções para o fechamento de 2026 subiram de 3,91% para 4,1%. Apesar da alta, o índice permanece dentro da margem de tolerância estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que permite um teto de até 4,5%.
Para os próximos anos, os analistas preveem uma trajetória de queda gradual para os juros, estimando que a Selic termine 2026 em 12,25% ao ano e chegue a 10,5% em 2027. No campo do crescimento econômico, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 teve uma leve variação positiva, passando de 1,82% para 1,83%. O dólar, por sua vez, deve encerrar o ano cotado em R$ 5,40.
A decisão oficial do Copom será anunciada na quarta-feira (18), após o fechamento do mercado. Caso a redução se confirme, será a primeira alteração na taxa após cinco reuniões consecutivas de manutenção. O BC já sinalizou que, embora o ciclo de cortes possa começar agora, os juros devem permanecer em patamares restritivos para garantir que a convergência da inflação para a meta seja consolidada em meio ao cenário internacional volátil.
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Fonte: News Rondônia

