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Judocas brasileiras superam preconceito e inspiram jovens atletas

As judocas Rafaela Silva e Jéssica Pereira, figuras centrais da seleção brasileira, participaram de um debate sobre carreira e equidade de gênero no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. Durante o evento, realizado na última quinta-feira (12), as atletas compartilharam os desafios enfrentados em um esporte de alto rendimento e os preconceitos sociais que marcaram suas trajetórias desde a infância em comunidades cariocas.
Rafaela Silva, campeã olímpica na Rio 2016 e recentemente medalhista de ouro no Grand Slam de Paris e no Grand Prix da Áustria em 2026, destacou que o reconhecimento como inspiração para novas gerações é o que a motiva a continuar. A atleta relembrou que, no início de sua carreira, o judô feminino ainda enfrentava barreiras institucionais severas, como a restrição de treinos no Japão apenas para homens, cenário que mudou drasticamente com a consolidação das mulheres no tatame.
Jéssica Pereira, tricampeã pan-americana, também relatou como o esporte serviu como ferramenta de transformação social em sua vida na Ilha do Governador. Ambas enfatizaram que, embora o judô brasileiro seja hoje o esporte com mais medalhas olímpicas para o país, a visão de que a modalidade é “coisa de homem” ainda persiste em alguns setores da sociedade, exigindo um esforço contínuo para provar que as oportunidades e premiações devem ser igualitárias.
O encontro celebrou o legado de grandes nomes como Mayra Aguiar, que anunciou sua aposentadoria em dezembro de 2024 como a maior medalhista olímpica individual do país, e Beatriz Souza, ouro em Paris 2024. As judocas reafirmaram que a presença feminina em competições internacionais e em cargos de decisão é fundamental para quebrar ciclos de discriminação e garantir que o judô continue sendo um espaço de acolhimento e desenvolvimento para todas as jovens atletas.
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Fonte: News Rondônia

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