O Hospital DF Star divulgou, na manhã deste sábado (14), um novo boletim médico informando a piora da função renal e o aumento dos indicadores inflamatórios do ex-presidente Jair Bolsonaro. Internado desde a última sexta-feira, o paciente permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana bilateral, sem previsão de alta.
De acordo com a equipe médica, apesar do comprometimento dos rins, o quadro clínico geral é considerado estável. Bolsonaro está recebendo hidratação endovenosa e antibioticoterapia para combater a infecção de provável origem aspirativa. O protocolo hospitalar inclui ainda fisioterapia respiratória, exercícios motores e medidas rigorosas para prevenção de trombose venosa.
Bolsonaro foi socorrido pelo Samu na sexta-feira após apresentar sintomas graves como febre alta, queda na saturação de oxigênio e calafrios. Atualmente, ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses no Complexo Penitenciário da Papuda por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado, o que motivou um esquema especial de segurança e restrições judiciais durante a internação.
Segurança e visitas autorizadas
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu as diretrizes para a custódia do ex-presidente enquanto ele estiver fora da unidade prisional. A vigilância está a cargo do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, com policiamento 24 horas dentro e fora do hospital.
Acompanhante e Visitas: Michelle Bolsonaro foi autorizada a atuar como acompanhante. Os filhos e a enteada do ex-presidente também receberam permissão para visitas.
Restrições Eletrônicas: É terminantemente proibida a entrada de celulares, computadores ou qualquer dispositivo eletrônico de comunicação no quarto, exceto os equipamentos médicos essenciais.
Escolta Policial: Dois policiais devem permanecer ininterruptamente na porta do quarto para garantir a custódia do detento.
O boletim médico é assinado por uma equipe multidisciplinar que inclui cardiologistas, cirurgiões-gerais e a diretoria do hospital. O monitoramento permanece constante devido ao risco que a inflamação e a redução da função renal representam para pacientes em tratamento de infecções pulmonares graves.
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Fonte: News Rondônia

