O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado (7.mar.2026) que a “rendição incondicional” exigida pelos Estados Unidos é um “sonho que eles deveriam levar para o túmulo”. A declaração foi feita durante pronunciamento gravado e transmitido pela TV estatal, segundo a agência Associated Press.
A guerra no Oriente Médio entrou na 2ª semana neste sábado (7.mar), com a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica, na sigla em inglês) lançando mísseis e drones contra Estados árabes do Golfo. Os bombardeios atingiram Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos durante a madrugada, interrompendo voos no Aeroporto Internacional de Dubai. Pezeshkian, no entanto, pediu desculpas pelos ataques a países da região, insistindo que os interromperia e sugerindo que foram causados por falhas de comunicação entre as forças iranianas.
Segundo a Associated Press, Pezeshkian afirmou que o conselho de líderes do país, composto por 3 membros, havia entrado em contato com as forças armadas a respeito dos ataques.
“Devo me desculpar com os países vizinhos que foram atacados pelo Irã, em meu próprio nome”, disse o presidente. “De agora em diante, eles [Guarda Revolucionária Islâmica] não devem atacar países vizinhos nem disparar mísseis contra eles, a menos que sejamos atacados por esses países. Acho que devemos resolver isso por meio da diplomacia”, declarou.
Mais tarde, o general Abolfazl Shekarchi, porta-voz das forças armadas iranianas, disse que Teerã “não atacou” que não permitiram que os Estados Unidos usassem seu território para invadir o Irã.
ESCALADA NA TENSÃO
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto os EUA realizavam conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
Leia mais sobre o ataque de Israel e dos EUA ao Irã:
-
- Guerra no Oriente Médio matou 192 crianças, diz Unicef
- Ofensiva contra o Irã já custou US$ 3,7 bi aos EUA, diz estudo
- Sri Lanka assume controle de navio do Irã após ataque dos EUA
- Filho de Ali Khamenei é eleito novo líder supremo do Irã
- EUA e Israel atacam prédio onde aiatolás escolheriam sucessor de Khamenei
- Trump diz que EUA têm suprimentos para “guerra para sempre”
- 59% dos norte-americanos desaprovam operação militar contra o Irã
- Em ligação entre chanceleres, China reforça apoio à soberania do Irã
- Irã ataca bases dos Estados Unidos no Oriente Médio
- Israel diz que Irã tentou ocultar continuação de seu programa nuclear
- Irã lança mísseis contra Israel após bombardeio em Teerã
- Ataque hacker israelense tira sites de notícias do Irã do ar
- Líderes mundiais adotam tom de cautela sobre ataque dos EUA ao Irã
- Brasil condena ataques dos EUA ao Irã e pede desescalada
- Irã diz estar preparado para responder a ataque dos EUA
- “Estamos perto da vitória final”, diz príncipe herdeiro do Irã
- Bomba é lançada próxima ao prédio mais alto do mundo, em Dubai

